Papa Francisco sobre a RCC

No voo de retorno do Brasil, uma hora depois de decolar do Rio de Janeiro na tarde de Sábado, dia 28 de Julho, Papa Francisco se encontrou com repórteres abordo do avião em uma longa conferência de imprensa. Marcio Campos, um dos jornalistas, perguntou a ele:

[...] No Brasil, a Igreja católica tem perdido fiéis ao longo dos anos. A Renovação Carismática é uma possibilidade de evitar que os fiéis se passem a Igrejas Pentecostais? Muito obrigado pela sua presença e muito obrigado por nós estarmos neste voo.

A esta questão, Sua Santidade disse:

O que você disse é bastante verdade sobre a perda de fiéis: é verdade, é verdade. Existem estatísticas. Nós falamos com os bispos brasileiros sobre o problema em uma reunião que tivemos ontem. Você perguntou sobre o Movimento da Renovação Carismática. Vou te dizer uma coisa, Nos anos, entre o final da década de 70 e início da de 80, eu não podia suportá-los. Uma vez, falando deles, eu disse esta frase: “Eles confundem uma celebração litúrgica com uma escola de samba!”. Eu disse isso. Mas eu me arrependo. Então, eu vim a conhece-los melhor. Também é verdade que o Movimento, com bons conselheiros, tem ido por um bom caminho. E agora penso que este Movimento tem feito muito bem para a Igreja em geral. Em Buenos Aires, eu me reunia com eles frequentemente e uma vez por ano tinha uma missa com todos eles na Catedral. Eu sempre os favoreci, depois que eu fui convertido, quando eu vi o bem que eles faziam. Porque neste momento na Igreja — e aqui eu prolongo a resposta um pouco — eu penso que os Movimentos são necessários. Os movimentos são uma graça do Espírito Santo. “Mas como alguém pode parar um Movimento que é tão livre?”. A igreja também é livre! O Espírito Santo faz o que Ele deseja. Então ele faz o trabalho de harmonizar, mas eu penso que os movimentos são uma graça, aqueles Movimentos que tem o espirito da Igreja. Por causa disso, penso que o Movimento da Renovação Carismática não serve apenas para evitar que alguns se passem a confissões Pentecostais. Mas não! Ele serve à Igreja! Ele nos renova. E cada um busca seu movimento de acordo com seu carisma, aonde o Espírito o leva.


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